domingo, 2 de janeiro de 2011

FILHOS DO ILÊ VOVÓ DE YEMONJÁ

                                 Este é o Ilê Asé Maria Conga Sereia do Mar ( Vovó de Yemonja )


                                          Ogã Roselito Logan de oxossé, Marcos Vinicios  de Ogun e Dagãn Rafael de     
                                          Oxumaré



                                          Ogãns: Roselito Logan de oxossé, Vilmar de Ogun e Lean de Xango



                                          Yalorixá Valéria de Yemanja e seu Ogan mirim  Roselito Logan


                                          Filhos de santo: Skalety de nanã, Filha de sangue Biaxé Lourdysane  de Xango
                                                                  Filha de sangue  Ekede Vilmara de Iansã e Lucas de Exú


                                          Filhos  de santo:  Sr. Fernando de Omolu, Vitor de xango,                                                                            Ekede Mariana de omolu e Davison de xango                                              


                                          Filhos de santos (as):Ogãn Roselito Logan, Suene de yemanja, Rafael de          
                                          oxumaré, Michelle de Logun e Erika de oxumaré


                                                    Canto de Caboclo (oxossé)


                                                    Canto de     mãe Yemanjá e    Oxum

A HIERARQUIA SACERDOTAL NA NAÇÃO OMOLOKÔ

 Assuntos básicos sobre a Nação Omolokô

“Omoloko é Umbanda ou Candomblé? - Omoloko é ambas. Umbanda  porque aceita em seus rituais o culto ao Caboclo e ao Preto-Velho. Candomblé porque cultua os Orixás africanos com suas cantigas em Yoruba ou Angola,  esse ritual foi fortemente influenciado pelas duas culturas. O ritual Omoloko não poderia ser encaixado no grupo dos Candomblés tradicionais, aqueles que cultuam somente orixás africanos, pelo motivo de que no Omoloko são cultuados os Caboclos e Pretos-Velhos. Porém pode ser encaixado nos candomblés não-tradicionais, isto é, aqueles que cultuam orixás africanos e Caboclos e Pretos-Velhos. 

A Nação Omoloko poderia ser encaixada no grupo chamado Umbanda, uma vez que cultua-se Caboclos e Pretos-Velhos, entidades da Umbanda e há uma forte sincretização católica. Ele encaixa-se também como Umbanda quando refere-se a um grande grupo a Religião de Umbanda. Então nesse momento o povo de Omoloko se auto  Umbandista, cujo culto é voltado aos Caboclos e Pretos-Velhos e que sigam a doutrina de amor e fé .


A HIERARQUIA SACERDOTAL
 NO CULTO OMOLOKO 

              A hierarquia sacerdotal da Nação Omoloko segue a mesma estrutura da Nação Yorubá:

         * Babalorixá ou Yálorixá: sacerdote ou sacerdotisa, mais conhecidos como pai de santo ou mãe de santo, é a autoridade máxima no culto ao orixá;
*  Yákekerê e Babákekerê: filho de santo com obrigação de “Sete Linhas”.
*  Dagã: a pessoa que tem mais tempo de iniciação dentro do terreiro;
* Ogã Nilú e Ogã Calofé: tocador de atabaque. Pessoa que dá início à maioria dos cânticos aos orixás nas giras (atualmente esses dois cargos tem sido ocupado por uma mesma pessoa);
*  Axogun: pessoa que, nas obrigações, sacrifica os animais;
* Yábassé ou Yábá: cozinheira das comidas sagradas dos orixás;
*  Combono: pessoa que nas giras atende aos Orixás;
*  Exi-de-Orixá: filho de santo em geral;

         Como já tivemos oportunidade de falar anteriormente, a Umbanda é uma religião aberta, muito aberta por sinal. E isto gera uma enormidade de interpretações diferentes para os seus conceitos, inclusive os mais básicos. Não pretendemos aqui esgotar este assunto, gostaríamos de falar um pouco do que aprendemos e de como interpretamos os ensinamentos que nos foram passados através dos anos de prática e exercício mediúnico junto a falange da Umbanda. 

DEFINIÇÃO DE ORIXÁ
Ori = Coroa; Xá = Luz.
A palavra Orixá quer dizer “Coroa Iluminada”; “Espírito de Luz”. O princípio mais evoluído existente em nosso sistema, manifestado através das forças da natureza.a
Umbanda não se fundamenta em lendas e sim em observação do funcionamento das forças  da fé da natureza como: "pontos riscados" de entidades, porque consideramos o ponto riscado parte da liturgia da Umbanda.

7 Linhas da Umbanda- As linhas representão os grupamentos dos Orixás e seus falangeiros que atuam dentro da Umbanda.
 Dentro do trabalho da "Umbanda de pretos-velhos", as linhas assim estão dispostas:

Linha Orixás componentes à linha Falangeiros ou falange subordinada
Linha de Oxalá Todos os Orixás Guias na falange de Oxalá, guias mais comuns: Pretos-Velhos, Caboclos e Crianças.
Linha de Iemanjá ou Yemanjá
Oxum, Nanã, Obá e Oxumaré
Marinheiros, Sereias, Caboclos de Iemanjá, Falange do Orixá Iemanjá.
Linha de Xangô Iansã Falange do Orixá Xangô, Guias Falange Caboclos de Xangô.
Guias mais comuns: Caboclo.
Linha de Ogum Falange do Orixá Ogum, Guias  do Orixá Ogum, Falangeiros em geral.
Linha de Oxossi Falange do Orixá Oxossi, Guias  do Orixá Oxossi, guias mais comuns: Caboclos, Baoiadeiros e Baianos.
Linha de Almas ou Pretos-Velhos
(Linha Africana)
Interagem com a Linha do Orixá Omulu. Pretos-velhos.
Linha de Omulu Obaluayê Pretos-velhos e Caboclos, curadores e mandingueiros,

Os Orixás são cultuados como divindades de um plano astral superior, ARUANDA,  que na Terra representam às forças da natureza (muitas vezes confundindo-se a força da natureza com o próprio Orixá.
 
 
DIAS DA SEMANA, CORES e SÍMBOLOS dos ORIXÁS na NAÇÃO OMOLOKÔ
ORIXÁ
CORES
SÍMBOLO
FESTAS
Ogum
branco, verde e vermelho
espada ou lança
23 de abril
Oxossi e Odé
verde e branco
arco e flecha
20 de janeiro
Omulú
preto e branco
xaxará, cruz, pemba
16 de agosto 
Obaluayê
preto, branco e vermelho
xaxará, cruz, pemba
16 de agosto 
Ossanhe
verde claro
arco com 7 flechas e um pombo no centro, folha
13 de dezembro
Oxumarê
amarelo e branco
serpento ou arco-íris
24 de agosto
Nanãburoquê 
roxo ou lilás
obiri, vassoura, carocol
26 de julho
Obá
vermelho e amarelo
espada e escudo
25 de novembro
Oxum
azul claro
abebê, estre
08 de dezembro
Iemanjá
azul claro e branco, cristal
peixe, lua
02 de fevereiro
Xangô
marrom
oxé (machado alado), pedra, meteorito
24 e 29 de julho 
Inhasã / Oyá
amarelo
espada e raio, cálice
04 de dezembro
Irokô / Lokô
cinza e branco
árvore
19 de abril
Ibejí / Erê
azul ou rosa
folha
27 de setembro e 25 de outubro
Oxalá
branco leitoso
pachorô, cruz com raios, cálice, pilão, sol
25 de dezembro
Pretos-Velhos
preto e branco ou contas de lágrimas de nossa senhora
cruz, cachimbo, rosário
13 de maio
Caboclos
verde escuro ou verde e branco
arco e flecha
20 de janeiro

ESTUDOS: UMBANDA NÃO É CANDOMBLÉ!



Aos olhos do leigo, Umbanda e Candomblé são duas formas de denominar um mesmo culto. Mas na verdade, são duas religiões distintas, unidas apenas pelas roupas, pelos atabaques e pelo uso do transe mediúnico.  

Umbanda , é a  única religião criada no Brasil, foi fundada em 1917 na cidade de Niterói e reúne na sua filosofia, conhecimentos do Catolicismo, do Kardecismo, do Budismo, do Islamismo e do Candomblé, de onde tirou a forma de vestir dos médiuns (roupas de baianas), o uso dos atabaques  e a nomenclatura de sete dos Orixás (Oxalá, Iyemonjá, Oxun, Xangô, Oxósse, Exú, omolu e Nanã) – adaptando também para estes Orixás cores diferentes das utilizadas no Candomblé. A Umbanda portanto advém do sincretismo católico- espírita, necessário numa época de grande repressão das religiões africanas no Brasil, em que era proibido o culto dos Orixás na sua forma de origem, e esta adaptação tornou-se necessária. 

Candomblé é uma religião africana que existe desde os tempos mais remotos daquele continente e foi trazida para o Brasil através do fluxo da escravatura. Escravos de diversas tribos e nações Africanas continuaram a cultuar no Brasil os Orixás negros, suas divindades, e estiveram na origem da criação das chamadas “Casas de Santo” (Ilê), onde  seus rituais e preceitos Africanos continuam. As diversas origens bas  diversas regiões do Brasil deram origem às diversas Nações do Candomblé, onde o Ketu é tido como o mais tradicional.


No Candomblé os cânticos são em línguas africanas (Iorubá ou Banto), dependendo da nação de origem daquele grupo. 

Os cânticos da Umbanda são em português. No Candomblé o culto é voltado unicamente aos Orixás que são considerados deuses e não espíritos. Na Umbanda trabalham com espíritos como Caboclos, Pretos-velhos, Baianos, Boiadeiros, Erês,  Exús e Pomba Giras e Ciganos, entre outros. 
  
´´ É preciso que reconheçamos e respeitemos as diferenças regionais do Candomblé,  mas devemos também separar as coisas. O Candomblé Ketu tradicional não cultua pombagira, que é uma entidade comum em alguns terreiros, muito provavelmente por influencia da Umbanda.
Convém desfazer a confusão entre Exús (entidades) e Exú (Orixá).
Os primeiros que muitas vezes possuem nomes que ressaltam características negativas e assustadoras, (…), são entidades que devem ser respeitadas, que tem o seu valor, mas que não pertencem,  de facto, ao Candomblé, cabendo à Umbanda (ou a quem as cultua) explicar as suas origens e funções.``
( L. Candomblé A Panela do Segredo-84)